Subgêneros da ficção científica

Bandeira do Brasil

Afrofuturista: narrativa que combina ficção científica e cosmologia africana.
Títulos brasileiros:
O caçador cibernético da rua 13, romance de Fábio Kabral.

Cyberpunk: ficção que mescla ciência e tecnologia avançadas (cibernética, informática, neuropróteses, realidade virtual) a certo grau de desordem social. (Ver também retrofuturismo.)
Títulos brasileiros:
Além do invisível, conto de Cristina Lasaitis.
Correndo nas sombras, miniconto de Ana Cristina Rodrigues.
Distrito federal, rapsódia de Luiz Bras.
Favelost, romance de Fausto Fawcett.
Guerra justa, romance de Carlos Orsi.
Metanfetaedro, conto de Alliah.
Os dias da peste, romance de Fabio Fernandes.
REQU13M, trilogia de contos de Lidia Zuin.
Santa Clara Poltergeist, romance de Fausto Fawcett.
Silicone XXI, romance de Alfredo Sirkis.
Sob a sua árvore, conto de Rodrigo Rahmati.

Distopia: ramo da FC ambientado em um Estado futuro totalitário, em que há um opressivo controle da sociedade.
Títulos brasileiros:
Amorquia, romance de André Carneiro.
Adaptação do funcionário Ruam, romance de Mauro Chaves.
Não verás país nenhum, romance de Ignácio de Loyola Brandão.
Piscina livre, romance de André Carneiro.
Réquiem: sonhos proibidos, romance de Petê Rissatti.

Esotérica: narrativa que aproxima o conhecimento mensurável (ciência) do conhecimento paranormal (ocultismo).
Títulos brasileiros:

Exobiológica: ramo da FC que trata das excêntricas formas de vida alienígena.
Títulos brasileiros:
Quando Murgau A.M.A. Murgau, conto de Ivan Carlos Regina.

FC hard: subgênero caracterizado por seu interesse nas leis da biologia, da química e da física, no detalhe tecnológico e na absoluta precisão científica.
Títulos brasileiros:
Padrões de contato, romance de Jorge Luiz Calife.

FC soft (também chamada de new wave): subgênero cujas tramas tendem a privilegiar os dramas humanos, os relacionamentos e sentimentos, deixando em segundo plano os detalhes do instrumental tecnológico e das leis físicas.
Títulos brasileiros:
Acúmulo de Skinnot em Megamerc, conto de Ivan Carlos Regina.
Mestre-de-armas, conto de Braulio Tavares.
Não chore, novela de Luiz Bras.
O caipora caipira, conto de Ivan Carlos Regina.
O esplendor, romance de Alexey Dodsworth.
O fruto maduro da civilização, conto de Ivan Carlos Regina.
O Templo do Amor, conto de Ana Cristina Rodrigues.
Octopusgarden, romance de Gerson Lodi-Ribeiro.
Zitz e a rede etérea, romance de Giovanna Picillo.

Feminista: narrativa que veicula a crítica feminista contra as situações patriarcais.
Títulos brasileiros:
Deixe as estrelas falarem, romance de Lady Sybylla.

História alternativa: ficção cuja trama transcorre num mundo em que a História possui um ponto de divergência em relação à História como nós a conhecemos.
Títulos brasileiros:
A ética da traição, conto de Gerson Lodi-Ribeiro.
A segunda pátria, romance de Miguel Sanches Neto.
E de extermínio, romance de Cirilo S. Lemos.
Método prático da guerrilha, romance de Marcelo Ferroni.
O alferes de ferro, conto de Fabio Fernandes.
Selva Brasil, de Roberto de Sousa Causo.
Tudo de novo no front, conto de Fabio Fernandes.

Imortalidade: narrativa em que a biotecnologia investiga certos meios de neutralizar o processo de envelhecimento, com o objetivo de aumentar indefinidamente a expectativa de vida.
Títulos brasileiros:
Paraiso líquido, conto de Luiz Bras.

Império galáctico: narrativa sobre um império disseminado por toda uma galáxia, conectando centenas de planetas e milhares de civilizações.
Títulos brasileiros:

Inteligência artificial: subgênero que trata de softwares, robôs e androides tão ou mais inteligentes do que os seres humanos que os criaram.
Títulos brasileiros:

Invasão alienígena: subgênero no qual uma sociedade extraterrestre tecnologicamente superior invade a Terra com o intuito de tomar o lugar da espécie humana ou de escravizá-la ou, em alguns casos, para usar os humanos como comida.
Títulos brasileiros:
(História com desenho e diálogo), conto de Brontops Baruq.

Mundo perdido: narrativa sobre a descoberta de uma civilização perdida (Eldorado, Shangri-la etc.) ou de um território anacrônico, geralmente pré-histórico, num local totalmente isolado da civilização moderna.
A Amazônia misteriosa, de Gastão Cruls.
A República 3000 ou A filha do inca, de Menotti Del Picchia.
A cidade perdida, de Jeronymo Monteiro.

New weird: ficção que mistura os três gêneros da literatura especulativa: ficção científica, horror e fantasia, não raro absorvendo elementos também da ficção policial.
Títulos brasileiros:
Mnemomáquina, romance de Ronaldo Bressane.
O alienado, romance de Cirilo S. Lemos.
Será, romance de Ivan Hegenberg.

Pós-apocalipse: narrativa ambientada em um mundo quase sem ninguém, devastado por uma guerra ou uma pandemia.
Títulos brasileiros:
A espingarda, conto de André Carneiro.
O último artilheiro, conto de Levy Menezes.
Sozinho no deserto extremo, romance de Luiz Bras.

Primeiro contato: narrativa sobre o primeiro encontro entre humanos e alienígenas.
Títulos brasileiros:
A nuvem, conto de Ricardo Teixeira.
As águas-vivas não sabem de si, romance de Aline Valek.
Dezoito de Escorpião, romance de Alexey Dodsworth.

Realidade paralela: subgênero que trata das outras realidades que coexistem e se comunicam com a nossa, podendo ser acessadas por meio de portais físicos ou mentais.
Títulos brasileiros:

Retrofuturismo: ramo da FC que reúne os diversos punks retrôs derivados do cyberpunk e do steampunk: stonepunk, clockpunk, decopunk, dieselpunk, atompunk e solarpunk (quando as histórias são ambientadas num passado alternativo).
Títulos brasileiros:
Era uma vez um mundo, conto de Antonio Luiz M. C. Costa.
Venezia em chamas, conto de Ana Cristina Rodrigues.

Satírica: ficção que se apropria dos principais elementos dos outros subgêneros, exagerando-os ou distorcendo-os.
Títulos brasileiros:
Piritas siderais, romance de Guilherme Kujawski.
O senhor Info e dona Ninfo, conto de Ivan Carlos Regina.

Space opera: ramo da FC que enfatiza a aventura heroica, a ação interplanetária, os cenários exóticos e o enfrentamento épico.
Títulos brasileiros:
Da astúcia dos amigos improváveis, conto de Santiago Santos.
Glória sombria, romance de Roberto de Sousa Causo.
Obliterati, conto de Fabio Fernandes.
Pendão da esperança, conto de Flávio Medeiros Jr.
Viva muito, morra jovem, conto de Lidia Zuin.

Steampunk: ficção ambientada numa Era Vitoriana (meados do século 19) alternativa, tecnologicamente avançada, em que máquinas complexas são movidas não pela eletricidade, mas pelo vapor. (Ver também retrofuturismo.)
Títulos brasileiros:
A lição de anatomia do temível Dr. Louison, romance de Enéias Tavares.
Uma vida possível atrás das barricadas, conto de Jacques Barcia.

Ufológica: narrativa sobre o fenômeno dos discos voadores, normalmente avistados em condições imprecisas, podendo ou não ocorrer uma abdução alienígena.
Títulos brasileiros:
Estação Terra, romance de Odimer F. Nogueira.
Dunkerque universal, romance de João Ribas da Costa.
O 31º peregrino, romance de Rubens Teixeira Scavone.
O homem que viu o disco voador, romance de Rubens Teixeira Scavone.

Universo paralelo: subgênero sobre outro(s) universo(s), separado(s) de nosso próprio universo, mas com pontos de contato, em certos casos formando um multiverso.
Títulos brasileiros:

Viagem no tempo: ficção baseada no conceito de mover-se para trás e para frente na linha do tempo, em um modo análogo à mobilidade pelo espaço.
Títulos brasileiros:
Eu matei Paolo Rossi, conto de Octavio Aragão.
Paradoxo de Narciso, conto de Ivanir Calado.

Vida extraterrestre: narrativa sobre a viagem a outros planetas, e sobre os seres vivos, inteligentes ou não, que vivem lá.
Títulos brasileiros:
Exercícios de silêncio, conto de Finisia Fideli.

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