Solarpunk

Solarpunk

Gerson Lodi-Ribeiro (organização)
Editora Draco
264 páginas
Lançado em 2013

Budistas e estoicos não se cansam de ensinar que na vida nada é fixo e permanente. Mas até mesmo essa luminosa verdade pode ser relativizada. Se comparados com o tempo brevíssimo de uma vida humana, certos fenômenos cósmicos costumam ser bastante fixos e permanentes. Nosso sol é um deles. Bonachão e constante, sempre esteve por perto, sem faltar um dia sequer.

Artigos de divulgação científica sobre a potência solar também não se cansam de dizer que a quantidade de energia que o sol envia anualmente ao nosso planetinha equivale a mais de dez mil vezes o consumo mundial registrado no mesmo período. Dez mil vezes! Não é o fabuloso moto-perpétuo dos doidivanas, mas, pra nossa fugaz mentalidade primata, chega perto. Só precisamos descobrir um jeito eficiente de mamar nessa tetona generosa e duradoura.

Enquanto os engenheiros e os cientistas não encontram esse jeitinho, nossos ficcionistas fantasiam possibilidades. Na coletânea de contos Solarpunk, vários autores imaginaram incríveis sociedades ecológicas. Exatamente: sociedades que deram um passo à frente e aboliram o uso das energias que provocam danos às pessoas e ao meio ambiente, em favor das energias limpas, principalmente a do astro rei.

De todos os contos reunidos, Sol no coração, de Roberta Spindler, foi o que abraçou com mais força a causa da energia solar. Numa sociedade futura, a luz irradiada pela distante fusão nuclear de nossa generosa e duradoura estrela não alimenta apenas as máquinas. Essa luz também alimenta e fortalece as pessoas, que logo na infância recebem no corpo finíssimas placas solares − implantes semelhantes a uma tatuagem − e injeções de nanomáquimas capazes de promover a revolucionária fotonutrição.

O confronto dos reinos, do português Telmo Marçal, também oferece humanos que se alimentam da luz solar. Humanos, não, pós-humanos, porque esses cidadãos solares já pertencem a outra espécie, a espécie das pessoas clorofilizadas. Um novo capítulo na história da evolução artificial leva ao limite a oposição violenta entre o reino animal e o vegetal. O conto de Telmo Marçal − uma sátira de investigação − é o mais irreverente da coletânea, graças à verve do autor e ao saboroso sotaque lusitano.

O conflito do conto de Gabriel Cantareira, intitulado Fuga, gira em torno da sabotagem de “um gigantesco sistema de satélites estacionários que captavam a energia solar e a transmitiam para a superfície terrestre usando micro-ondas”. A política das energias renováveis não é a protagonista, mas o pano de fundo de uma narrativa centrada no combate às maquinações maquiavélicas das grandes corporações.

O tema da grande conspiração totalitária também é o combustível que põe em movimento a bela ficção étnica de André S. Silva, Xibalba sonha com o oeste, ambientada num Rio de Janeiro alternativo. Curiosamente, essa sociedade retira sua energia não do sol nem do vento, mas das descargas elétricas atmosféricas, produzidas pelas tempestades. Esse sistema só não é mais surpreendente do que o sistema do conto de Daniel I. Dutra, intitulado Gary Johnson, sobre uma sociedade cuja principal fonte energética é… Melhor não revelar, pra não roubar dos leitores a surpresa bizarra.

A proposta editorial da coletânea Solarpunk é incomum. Somos convidados a imaginar um planeta sustentável, movido por energias limpas e renováveis. Convite maravilhoso. Quem não gosta de idealizar utopias energéticas? Mas os nove contos reunidos, muito sacanas, logo emporcalham nosso ingênuo devaneio de equilíbrio e felicidade. De que maneira? Introduzindo na harmoniosa equação uma variável desafinada: nós, humanos.

Não importa se no futuro ou numa realidade alternativa a sociedade abandonou as energias sujas em favor da energia solar, eólica, geotérmica, maremotriz, hidráulica, nuclear etc. Onde houver humanos, o selvagem desejo de dominação será a principal fonte dos transtornos sociais.

Veteranos da FC brasuca, Carlos Orsi, Romeu Martins, Antonio Luiz M.C. Costa e Gerson Lodi-Ribeiro completam o grupo de autores, comparecendo com pesadelos cativantes e igualmente reveladores da inclinação humana para o desastre.

Além de refletir de maneira excepcional sobre o perene drama humano, a ficção científica adora prender nossa atenção com promessas sedutoras. Terminada a leitura de Solarpunk, ainda estou cobiçando certos itens que não dá pra comprar na internet mas eu gostaria muito de adquirir: a terapia de reprogramação genética e o upload de consciência de Soylent green is people! (Orsi), um frasco do gás-do-ódio de E atenção: notícia urgente! (Martins), a capa da invisibilidade do divertido Era uma vez um mundo (Costa), e, mais que tudo, o supertraje biocibernético de Azul Cobalto e o Enigma (Lodi-Ribeiro).

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Luiz Bras é ficcionista e ensaísta, autor de Distrito federal, entre outros livros.

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Guerra justa

Guerra justa

Carlos Orsi
Editora Draco
150 páginas
Lançado em 2010

No futuro imaginado por Carlos Orsi, um grande meteoro vai se abater sobre a Terra Santa, transformando-a em pó e deixando uma enorme cratera onde antes havia as bases mais sagradas das principais religiões, abalando a fé ao ponto de eliminar do mundo todas as religiões conhecidas. No vácuo desse cataclismo, emerge um novo profeta – o Pontífice –, que funda uma religião apoiada na tecnologia de ponta, cujo santuário fica na órbita da Terra, numa estação espacial.

Essa nova teologia, chamada de Quinta Revelação, ganha poder graças à capacidade do Pontífice de prever o futuro. Sua igreja torna-se um governo mundial todo-poderoso, um estado policial teocrata que controla a vida de todos através de implantes de alta tecnologia, decidindo os rumos da política internacional e determinando quem vive ou morre nas inevitáveis tragédias naturais.

Mas há pessoas que não concordam com o predomínio dessa força política e movem um plano secreto para desacreditá-la. Uma delas é Rebeca, infiltrada na estação espacial da Quinta Revelação. Ela rouba dados importantes do santuário e é morta durante a fuga, mas não antes de encaminhar esses dados ao seu destino, uma inteligência artificial chamada Ma Go. Com essa informação, Ma Go adquire a mesma capacidade do Pontífice para antecipar acontecimentos futuros e estabelece outro polo de poder para confrontar a hegemonia da Quinta Revelação.

Rebeca tem uma irmã, Rafaela, pesquisadora de implantes de processamento a serviço da Quinta Revelação, que é abordada pelo grupo de dissidentes ao qual sua irmã fazia parte. Ela é levada a Ma Go e lá confronta toda a verdade por trás da doutrina da Quinta Revelação e dos supostos poderes de seu líder espiritual. Ma Go pretende usar Rafaela para presentear o Pontífice com um poder ainda mais refinado, que pode colocar a igreja da Quinta Revelação num caminho menos impiedoso.

Carlos Orsi é um dos autores mais interessantes da Segunda Onda de Ficção Científica Brasileira. Seus contos estão entre os melhores que essa geração produziu, alguns deles publicados nas coletâneas Medo, mistério e morte (1996) e Tempos de fúria (2006). Guerra justa é seu primeiro romance, embora seja bastante curto. Pelo menos trinta de suas cento e cinquenta páginas não têm texto, pois foram usadas como respiro entre os capítulos. Pelos padrões americanos, trata-se de uma novela, portanto.

Inteligências artificiais, pós-humanidade, manipulação da opinião pública e da informação a serviço de uma religião hegemônica revelam uma visão pessimista do autor com relação às religiões, que nada teriam a oferecer ao homem além de dor e sofrimento. Entrevistado no Anuário Brasileiro de Literatura Fantástica 2005, Orsi afirmou que acredita que, um dia, tudo o que existe será explicado pela ciência: Guerra justa é assim o seu libelo contra o misticismo religioso.

Apesar de ter apontado suas baterias contra as religiões, Orsi acabou acertando em outro alvo, qual seja, a absoluta incapacidade do ser humano para fazer o bem, pois nesse futuro distópico e violento quem redime a humanidade é a inteligência artificial Ma Go. Orsi cria, assim, sua própria versão de Deus.

Contudo, algumas coisas não convencem no enredo, a começar pela premissa algo exagerada de que todas as religiões desabariam caso as cidades sagradas dos cristãos, judeus e muçulmanos fossem destruídas por uma tragédia cósmica. Afinal, essas não são as únicas religiões do mundo e tanto o judaísmo quanto o cristianismo já sobreviveram, em outras épocas, à destruição de seus templos mais sagrados.

Ainda que não esteja entre seus trabalhos mais expressivos, Guerra justa é um texto autoral interessante porque Orsi expõe nele algo de sua íntima convicção filosófica, indo além do simples exercício estético literário ou do entretenimento descomprometido que geralmente caracteriza a ficção científica brasileira. Um pouco de polêmica só pode fazer bem a um gênero que tem o talento histórico de discutir temas difíceis.

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Cesar Silva é pesquisador e um dos editores do Almanaque da Arte Fantástica Brasileira.

[ Resenha publicada originalmente no Almanaque da Arte Fantástica Brasileira. ]

Os livros brasileiros de ficção científica mais importantes

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Com o propósito de compor uma bibliografia básica da ficção científica brasileira, endereçada a qualquer leitor ou escritor que não conheça nada dessa tradição com mais de um século de existência, provoquei vários colegas de ofício com a seguinte pergunta:

Em sua opinião, quais são os cinco livros brasileiros de ficção científica mais importantes?

As indicações abaixo começam a desenhar o paideuma da FC brasuca. Mas esse resultado é parcial, pois a enquete ainda não terminou. Se você não enviou sua lista, agora é a hora.

Alvaro Domingues
1. Piscina Livre, de André Carneiro (1980)
2. A cidade perdida, de Jeronymo Monteiro (1948)
3. Padrões de contato, de Jorge Luiz Calife (1985)
4. Páginas do futuro, organização de Braulio Tavares (2012)
5. O grito do sol sobre a cabeça, de Brontops Baruq (2012)

Ana Cristina Rodrigues
1. A espinha dorsal da memória, de Braulio Tavares (1989)
2. O doutor Benignus, de Augusto Emílio Zaluar (1875)
3. Eles herdarão a Terra, de Dinah Silveira de Queiroz (1960)
4. Não verás país nenhum, de Ignácio de Loyola Brandão (1981)
5. A lição de anatomia do temível dr. Louison, de Enéias Tavares (2014)

Ana Lúcia Merege
1. Não verás país nenhum, de Ignácio de Loyola Brandão (1981)
2. A espinha dorsal da memória, de Braulio Tavares (1989)
3. Os dias da peste, de Fábio Fernandes (2009)
4. Dieselpunk, organização de Gerson Lodi-Ribeiro (2011)
5. O esplendor, de Alexey Dodsworth (2016)

André Cáceres
1. Histórias do acontecerá, organização de Gumercindo Rocha Dórea (1961)
2. Santa Clara Poltergeist, de Fausto Fawcett (1991)
3. Não verás país nenhum, de Ignácio de Loyola Brandão (1981)
4. Distrito federal, de Luiz Bras (2014)
5. Padrões de contato, de Jorge Luiz Calife (1985)

Ataíde Tartari
1. Páginas do futuro, organização de Braulio Tavares (2012)
2. Todos os portais, organização de Nelson de Oliveira (2012)
3. O fruto maduro da civilização, de Ivan Carlos Regina (1993)
4. A máquina de Hyeronimus, de André Carneiro (1997)
5. Estranhos contatos, organização de Roberto de Sousa Causo (1998)

Braulio Tavares
1. As noites marcianas, de Fausto Cunha (1960)
2. Histórias do acontecerá, organização de Gumercindo Rocha Dórea (1961)
3. Além do tempo e do espaço, organização de Álvaro Malheiros (1965)
4. Padrões de contato, de Jorge Luiz Calife (1985)
5. O vampiro de Nova Holanda, de Gerson Lodi-Ribeiro (1998)

Brontops Baruq
1. Diário da Guerra de São Paulo, de Fernando Bonassi (2007)
2. A espinha dorsal da memória, de Braulio Tavares (1989)
3. Sozinho no deserto extremo, de Luiz Bras (2012)
4. Caçador de apóstolos, de Leonel Caldela (2010)
5. O homem fragmentado, de Tibor Moricz (2014)

Bruno Anselmi Matangrano
1. Páginas do futuro, organização de Braulio Tavares (2012)
3. O doutor Benignus, de Augusto Emilio Zaluar (1875)
2. A lição de anatomia do temível Dr. Louison, de Enéias Tavares (2014)
4. As águas-vivas não sabem de si, de Aline Valek (2016)
5. A República 3000, de Menotti del Picchia (1930)

Caio Bezarias
1. Não verás país nenhum, de Ignácio de Loyola Brandão (1981)
2. Fome, de Tibor Moricz (2008)
3. Fábulas do tempo e da eternidade, de Cristina Lasaitis (2008)
4. Os melhores contos brasileiros de ficção científica, organização de Roberto de Sousa Causo (2007)
5. O alienista, de Machado de Assis (1881)

Carlos Angelo
1. Projeto Evolução, de Henrique Villibor Flory (1990)
2. Linha terminal, de Jorge Luiz Calife (1991)
3. Horizonte de eventos, de Jorge Luiz Calife (1986)
4. Padrões de contato, de Jorge Luiz Calife (1985)
5. Fuga para parte alguma, de Jeronymo Monteiro (1961)

Carlos Orsi
1. Intempol, organização de Octavio Aragão (2000)
2. Histórias de Carla Cristina Pereira, de Gerson Lodi-Ribeiro (2012)
3. A espinha dorsal da memória, de Braulio Tavares (1989)
4. Piscina Livre, de André Carneiro (1980)
5. Não verás país nenhum, de Ignácio de Loyola Brandão (1981)

Cesar Silva
1. O alienista, de Machado de Assis (1881)
2. Não verás país nenhum, de Ignácio de Loyola Brandão (1981)
3. O doutor Benignus, de Augusto Emilio Zaluar (1875)
4. Tangentes da realidade, de Jeronymo Monteiro (1969)
5. Diário da nave perdida, de André Carneiro (1963)

Claudia Dugim
1. Sankofia, de Lu Ain Zaila (2018)
2. Fábulas do tempo e da eternidade, de Cristina Lasaitis (2008)
3. O esplendor, de Alexey Dodsworth (2016)
4. A torre acima do véu, de Roberta Spindler (2014)
5. Solarpunk, organização de Gerson Lodi-Ribeiro (2012)

Cláudia Oliveira
1. A espinha dorsal da memória, de Braulio Tavares (1989)
2. As cidades indizíveis, organização de Fábio Fernandes e Nelson de Oliveira (2011)
3. Não verás país nenhum, de Ignácio de Loyola Brandão (1981)
4. Universo desconstruído, organização de Lady Sybylla e Aline Valek (2013)
5. Eles herdarão a Terra, de Dinah Silveira de Queiroz (1960)

Davenir Viganon
1. Santa Clara Poltergeist, de Fausto Fawcett (1991)
2. A lição de anatomia do temível Dr. Louison, de Enéias Tavares (2014)
3. Os dias da peste, de Fábio Fernandes (2009)
4. O alienista, de Machado de Assis (1881)
5. Padrões de contato, de Jorge Luiz Calife (1985)

Dorva Rezende
1. A espinha dorsal da memória / Mundo fantasmo, de Braulio Tavares (1996)
2. Piscina Livre, de André Carneiro (1980)
3. Comba Malina, de Dinah Silveira de Queiroz (1969)
4. Tempos de fúria, de Carlos Orsi (2005)
5. A Terceira Expedição, de Daniel Fresnot (1987)

Fábio Fernandes
1. Santa Clara Poltergeist, de Fausto Fawcett (1991)
2. Piritas siderais, de Guilherme Kujawski (1994)
3. A espinha dorsal da memória, de Braulio Tavares (1989)
4. Zigurate, de Max Mallmann (2003)
5. A Terceira Expedição, de Daniel Fresnot (1987)

Gerson Lodi-Ribeiro
1. Padrões de contato, de Jorge Luiz Calife (1985)
2. Os dias da peste, de Fábio Fernandes (2009)
3. Guerra justa, de Carlos Orsi (2010)
4. E de extermínio, de Cirilo Lemos (2015)
5. O esplendor, de Alexey Dodsworth (2016)

Gianpaolo Celli
1. Antologia FCdoB 2006-2007, organização de Pedro Rangel (2007)
2. Portal Solaris, organização de Nelson de Oliveira (2008)
3. Retrofuturismo, organização de Romeu Martins e Gianpaolo Celli (2012)
4. A mão que cria, de Octávio Aragão (2006)
5. Fábulas do tempo e da eternidade, de Cristina Lasaitis (2008)

Ivo Heinz
1. Padrões de contato, de Jorge Luiz Calife (1985)
2. Intempol, organização de Octavio Aragão (2000)
3. A espinha dorsal da memória, de Bráulio Tavares (1989)
4. O dia da nuvem, de Fausto Cunha (1980)
5. Diário da guerra de São Paulo, de Fernando Bonassi(2007)

Luiz Bras
1. Santa Clara Poltergeist, de Fausto Fawcett (1991)
2. Mnemomáquina, de Ronaldo Bressane (2014)
3. A espinha dorsal da memória, de Braulio Tavares (1989)
4. Amorquia, de André Carneiro (1991)
5. Os melhores contos brasileiros de ficção científica, organização de Roberto de Sousa Causo (2007)

Marcia Olivieri
1. Padrões de contato, de Jorge Luiz Calife (1985)
2. Eles herdarão a Terra, de Dinah Silveira de Queiroz (1960)
3. Diário da nave perdida, de André Carneiro (1963)
4. A espinha dorsal da memória, de Braulio Tavares (1989)
5. Três meses no século 81, de Jeronymo Monteiro (1947)

Miguel Carqueija
1. Os bruzundangas, de Lima Barreto (1922)
2. Fuga para parte alguma, de Jeronymo Monteiro (1961)
3. 9225, de Sylvia Regina (1989)
4. Três meses no século 81, de Jeronymo Monteiro (1947)
5. Dário da nave perdida, de André Carneiro (1963)

Mustafá Ali Kanso
1. Confissões do inexplicável, de André Carneiro (2007)
2. Amorquia, de André Carneiro (1991)
3. A espinha dorsal da memória, de Braulio Tavares (1989)
4. A máquina de Hyeronimus, de André Carneiro (1991)
5. Piscina Livre, de André Carneiro (1980)

Octavio Aragão
1. A espinha dorsal da memória, de Braulio Tavares (1996)
2. Tempos de fúria, de Carlos Orsi (2005)
3. A máquina de Hyeronimus, de André Carneiro (1997)
4. Piritas siderais, de Guilherme Kujawski (1994)
5. Padrões de contato, de Jorge Luiz Calife (1985)

Ramiro Giroldo
1. Amorquia, de André Carneiro (1991)
2. Não verás país nenhum, de Ignácio de Loyola Brandão (1981)
3. As noites marcianas, de Fausto Cunha (1960)
4. O diálogo dos mundos, de Rubens Teixeira Scavone (1961)
5. A espinha dorsal da memória, de Braulio Tavares (1989)

Ricardo Celestino
1. Favelost, de Fausto Fawcett (2012)
2. Não verás país nenhum, de Ignácio de Loyola Brandão (1981)
3. Piritas siderais, de Guilherme Kujawski (1994)
4. Distrito federal, de Luiz Bras (2014)
5. Caçador cibernético da rua 13, de Fabio Kabral (2017)

Ricardo Santos
1. A espinha dorsal da memória, de Braulio Tavares (1989)
2. Método prático da guerrilha, de Marcelo Ferroni (2010)
3. Encruzilhada, de Lúcio Manfredi (2015)
4. Não verás país nenhum, de Ignácio de Loyolla Brandão (1981)
5. Fábulas do tempo e da eternidade, de Cristina Lasaitis (2008)

Roberto de Sousa Causo
1. A Amazônia misteriosa, de Gastão Cruls (1925)
2. Três meses no século 81, de Jeronymo Monteiro (1947)
3. O 31º peregrino, de Rubens Teixeira Scavone (1993)
4. Padrões de contato, de Jorge Luiz Calife (2008)
5. A lição de anatomia do temível Dr. Louison, de Enéias Tavares (2014)

Rodrigo van Kampen
1. Filhos do fim do mundo, de Fábio Barreto (2013)
2. Metanfetaedro, de Alliah (2012)
3. Universo desconstruído, organização de Lady Sybylla e Aline Valek (2013)
4. A torre acima do véu, de Roberta Spindler (2014)
5. As cidades indizíveis, organização de Fábio Fernandes e Nelson de Oliveira (2011)

Romeu Martins
1. O alienista, de Machado de Assis (1882)
2. O sorriso do lagarto, de João Ubaldo Ribeiro (1989)
3.  Não verás país nenhum, de Ignácio de Loyola Brandão (1981)
4.  A espinha dorsal da memória, de Braulio Tavares (1989)
5. Steampunk: histórias de um passado extraordinário, organização de Gianpaolo Celli (2009)

Ronaldo Bressane
1. Não verás país nenhum, de Ignácio de Loyola Brandão (1981)
2. Santa Clara Poltergeist, de Fausto Fawcett (1991)
3. Piritas siderais, de Guilherme Kujawski (1994)
4. A espinha dorsal da memória, de Braulio Tavares (1989)
5. Sozinho no deserto extremo, de Luiz Bras (2012)

Sid Castro
1. Padrões de contato, de Jorge Luiz Calife (1985)
2. Glória sombria, de Roberto de Sousa Causo (2013)
3. Portal Fahrenheit, organização de Nelson de Oliveira (2010)
4. A República 3000, de Menotti del Picchia (1930)
5. Dieselpunk, organização de Gerson Lodi-Ribeiro (2011)

Silvio Alexandre
1. Três meses no século 81, de Jeronymo Monteiro (1947)
2. Antologia brasileira de ficção científica, organização de Gumercindo Rocha Dorea (1961)
3. Amorquia, de André Carneiro (1991)
4. A espinha dorsal da memória, de Braulio Tavares (1989)
5. Outras histórias, de Gerson Lodi-Ribeiro (1997)

Tiago Castro
1. Fome, de Tibor Moricz (2008)
2. Os reis do Rio, de Rafael Lima (2012)
3. Fábulas do tempo e da eternidade, de Cristina Lasaitis (2008)
4. Espada da galáxia, de Marcelo Cassaro (1995)
5. Padrões de contato, de Jorge Luiz Calife (1985)

Tibor Moricz
1. Amorquia, de André Carneiro (1991)
2. A espinha dorsal da memória, de Braulio Tavares (1989)
4. Padrões de contato, de Jorge Luiz Calife (1985)
3. O par, de Roberto de Sousa Causo (2008)
5. Interface com o vampiro, de Fábio Fernandes (2000)