Infinito em pó

infinito em pó

Luís Giffoni
Editora Pulsar
240 páginas
Lançado em 2004

O romance Infinito em pó propõe um debate sobre a (in)expressividade da vida humana. Dedicado a discutir, ao longo do desenvolvimento de cada personagem, a habilidade do homem em desenvolver tecnologias na busca de respostas para o que historicamente sempre tomamos como questões insólitas, Luís Giffoni apresenta uma (dis)topia social que dialoga com nossa contemporaneidade.

A espécie humana, em um futuro distante, paga um preço muito alto na tentativa de racionalizar o universo como um todo, uma vez que não encontra alternativas políticas que tornem as microrrelações sociais menos violentas. Oligarquias, disputas de poder, cobiça e vaidades estão presentes na vida social do homem do futuro apresentada pelo autor, e embora tais desencontros sociais não comprometam o projeto de exploração interestelar, tornam esse projeto uma grande experiência (dis)tópica. Dessa maneira, utopia e distopia caminham juntas ao longo da obra, com o intuito de traçar uma hipérbole do sapiens contemporâneo.

As habilidades de Giffoni em desenvolver as personagens e a narrativa também despertam atenção. Os personagens são influenciados por pelo menos duas angústias essenciais: a clausura de viver toda sua existência em uma nave e a responsabilidade de protagonizar uma missão que pode mudar significativamente o entendimento do ser humano como espécie. No entanto, essas sensações são reveladas ao leitor em doses homeopáticas, o que faz do autor um maestro que tem o controle da narrativa nas mãos, nos proporcionando uma experiência sinestésica do que significa estar em uma missão espacial de exploração interestelar.

O teórico Viktor Chklóvski compreende que uma das demandas do texto literário é o processo de singularização dos objetos, que consiste em obscurecer a forma, em aumentar a dificuldade e a duração da percepção. Infinito em pó apresenta esses gestos em uma narrativa que revela, pouco a pouco, o que é viver um sonho utópico da humanidade cristã − desbravar galáxias, colonizar mundos, demarcar toda a grandeza do universo com o carimbo de domínio da humanidade − e a condição distópica do homem tão ínfimo, tão pequeno, tão singular, em meio a um cosmo gigantesco. Um cosmo infinito de um lado e, de outro, a humanidade na dimensão de pequenos grãos de areia com vaidades e muitas habilidades cognitivas.

A utopia e a distopia também estão presentes em Infinito em pó pela potência semântica da viagem espacial. Uma nave realiza uma das grandes empreitadas da humanidade: desbravar o espaço em uma longa jornada que permitirá ao homem colonizar o sistema de Alpha Centauri. Gerações nascem, se desenvolvem e morrem ao longo da viagem, sem conhecer o que seria a vida na Terra e o que seria a vida fora da nave. Os personagens centrais da trama só conhecem a Terra por um conjunto de arquivos alimentados pela inteligência artificial da nave e por um sistema de realidade imersiva que simula ambientes da fauna e da flora.

O planeta Terra, por sua vez, está em colapso político-econômico, ao mesmo tempo que possui uma integração, fruto de um processo de globalização maduro que possibilita a missão acontecer. Personagens reúnem traços multiculturais, variando do hindu ao latino-americano, no entanto, as múltiplas ambientações da nave permitem que o leitor se identifique com uma vida limitada quase ao missionarismo cristão: todos os personagens tem um objetivo, uma vida traçada, uma expectativa em torno dos resultados adquiridos ou não adquiridos, e dos juízos morais polarizados no bem e no mal.

O novo Deus que direciona as escolhas das personagens em Infinito em Pó é o progresso e a superação do humano: a vaidade em marcar território, sem saber ao certo por quê, nem para quê. O autor não deixa de lançar um olhar crítico sobre a história colonial das Américas e a presunção antropocêntrica do homem moderno. Questiona a paradoxal necessidade desse homem moderno em racionalizar o que está além de suas competências naturais. O universo é imenso, é complexo, é irracional na lógica humana.

Assim como Lovecraft cria o universo de Cthulhu e propõe que o livre-arbítrio do sapiens seja uma brincadeira dos deuses, Infinito em pó apresenta um homem desproporcional às demandas do Universo, motivado pela vaidade infantil de um dia querer atingir a onisciência e a onipresença de um cobiçado Deus cristão.

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Ricardo Celestino é professor e escritor, com doutorado em Linguística.

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Selva Brasil

Selva Brasil

Roberto de Sousa Causo
Editora Draco
112 páginas
Lançado em 2010

Selva Brasil é uma ficção de realidade alternativa, que especula como seria o Brasil vinte anos depois da invasão militar brasileira das Guianas, na Fronteira Norte, ordenada pelo presidente Jânio Quadros. Nessa outra realidade, a consequência da invasão brasileira é a formação de uma coalizão constituída pelas nações Inglaterra, França, Holanda e Estados Unidos, que ataca os nossos soldados e domina parte significativa da Amazônia brasileira.

Causo nos apresenta uma história militar que conta com personagens profundos, distantes do estereótipo soldado-Rambo-overpower, se assemelhando mais a um soldado-Spielberg-será-que-sei-mesmo-o-que-estou-fazendo-aqui? Ao longo de sua narrativa, o autor demonstra conhecer profundamente os pormenores da vida militar, desde a descrição das armas utilizadas na época, até particularidades como o vestuário dos soldados, os costumes típicos do Amapá e as variantes linguísticas comuns na rotina de um desbravador das matas amazônicas de fronteira.

Reflexões como “Chega um momento em que você quer mesmo é deixar o corpo cair e escorregar encosta abaixo, se encolher atrás de uma pedra e apagar. É como um sujeito perdido num deserto. Se ele achar um arbusto com uma sombra ele deita ali e morre.”, ou ainda “Matar é amputar de alguém essa extensão toda da existência.” oferecem um pouco da imersão que a obra convida o leitor a desfrutar.

O tempero de ficção científica ao longo do romance não fica só na especulação de uma realidade alternativa. Há também todo um mistério em torno de um experimento militar que pode ser o elo entre a realidade paralela criada pelo autor e a nossa. O arco narrativo é bem construído, a ponto de ficarmos curiosos para saber como seria a vida privada naquela nova realidade de brasileiros um tanto quanto mais críticos e participativos na vida pública e política do país.

Fato igualmente curioso é que o personagem central da obra é um Souza outro, esse grafado com Z e não S, que remete a um simulacro possível de Roberto de Sousa Causo, em uma realidade na qual ele não teria desistido de sua carreira militar nem enveredado pela carreira de escritor. Dessa maneira, trata-se não só de uma realidade alternativa que muda o fluxo de macro-realidades, como também interfere nas micro-realidades interpessoais, de expressões micro-subjetivas.

Confesso que, no início da leitura, imaginei que algumas situações enfrentadas pelos personagens fossem gorduras desnecessárias na obra. No entanto, na medida em que o arco narrativo foi pouco a pouco se desvelando, passei a legitimar aquelas situações como experiências essenciais para potencializar toda a ambientação daquele espaço desconhecido para um garoto paulista de apartamento como eu.

O que também existe de voz crítica no livro é a reflexão em torno da complexa situação das fronteiras brasileiras na perspectiva geográfica, política e cultural. Enquanto brasileiro, senti ao longo da leitura que perdemos a sensibilidade em relação às etnias indígenas, e desconhecemos as complexidades e as riquezas de sua arqueologia cultural.

Fui educado pela estética sul-sudeste e Selva Brasil me proporcionou uma imersão inusitada em um território nacional pouco explorado por outras literaturas de ficção científica a que tive contato. Parafraseando Chimamanda Adichie: enquanto leitores críticos, devemos perseguir aquelas obras que nos convidam a fugir das histórias únicas sobre as culturas e as civilizações. Selva Brasil é, sem dúvida, uma ótima opção imersiva para esse exercício.

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Ricardo Celestino é professor e escritor, com mestrado em Linguística.

O grito do sol sobre a cabeça

O grito do sol sobre a cabeça

Brontops Baruq
Terracota Editora
168 páginas
Lançado em 2012

Em um total de dezenove contos, Brontops Baruq explora nossas mais profundas angústias, em futuros hipotéticos. Qualquer tentativa de sintetizar a beleza dialética e polifônica dessa obra está fadada à triste generalização de pontos urgentes contemplados no ato da leitura.

Não comentarei as dezenove histórias, para não ser enfadonho e também para preservar a experiência dos leitores. Destacarei alguns aspectos daquelas que me geraram constantes explosões epifânicas e me acompanharam em alguns momentos da vida cotidiana, indo e voltando em minha memória.

O conto Hipocampo enuncia uma questão filosófica que julgo essencial: estou aqui, não sei como, não sei por quê, movido às demandas de um Outro. A complexidade dessa afirmação, na voz de um humano heterossexual que se apronta para uma experiência sexual com uma raça alienígena desconhecida, configura uma marca autoral desse existencialismo da vida moderna. Carregamos conceitos, valores, fundamentos éticos e muitas vezes não nos questionamos e nem nos importamos com os porquês.

No conto Quereres, o autor se debruça com maestria sobre o tema da manipulação genética. Ter filhos nesse futuro hipotético se assemelha à criação de um avatar em um RPG eletrônico. Quem nunca desfrutou de pelo menos uns vinte ou trinta minutos selecionando o melhor tipo de cabelo, a melhor cicatriz facial e a cara mais carrancuda para seu Redguard, em Skyrim? Pois no futuro, essa experiência é potencializada, ao ser migrada para o planejamento de um@ primeir@ filh@ in vitro.

Em Rebobinados, somos apresentados à tecnologia experimental de cronogenia, que implica na capacidade de rebobinarmos nosso tempo de vida para aguentarmos longas viagens espaciais. Como efeito colateral dessa experiência, o autor explora a subjetividade de dois tripulantes voluntários, ex-detentos de Presidente Bernardes, que não conseguem conviver um com o outro em uma viagem espacial que durará mais de mil e oitocentos anos.

O conto Pausa me despertou uma vontade gritante de desejar mais experiências de leitura como essa. Muito justificada pelo meu vício em videogames, minha queda por esse conto se deve ao fato dele me remeter o tempo inteiro a uma distopia que lembra muito a série Fallout, somado ao ritmo road movie com temperos de um mundo social inspirado em Mad Max. As descrições étnicas, misturadas com a dualidade ideológica de grupos fortemente armados que defendem o criacionismo e o evolucionismo, são o ponto de partida para um mundo caótico, onde se manter vivo pressupõe pegar em armas e encarnar um personagem de Quentin Tarantino.

Em Ficção especulativa, tomamos contato com a angustiante tecnologia do Campo de Dinac, que propõe a condição existencial de podermos vislumbrar as experiências passadas quantas vezes quisermos, modificando nossas ações, sem alterar um único instante do tempo presente. Esse foi um dos contos que me despertou muita reflexão, pois sempre tive interesse − e dificuldade − em histórias que lidam com o tema da viagem no tempo.

O último conto que destaco é o Sésamo, bananas & kung fu. Em uma sociedade com muitos problemas de convivência, o advento do teletransporte sinaliza a sua ruína. Humanos preparam seu plano de fuga para deixar a Terra. Enfim, Brontops observa o teletransporte como uma tecnologia de um futuro hipotético, tão revolucionária quanto a internet ou a pistola do Rick, que abre fendas dimensionais, em Rick & Morty.

De leitura leve e muito rápida, O grito do sol sobre a cabeça é uma dessas obras que você consegue saborear em poucas sentadas. Depois, fica a estanha sensação de querer encontrar mais produções literárias do autor e se deliciar com mais genialidades e mundos distópicos. A Boa notícia é que Brontops Baruq costuma compartilhar suas produções em seu blog Toca do Brontops, mas esperamos que uma próxima obra esteja nos planos desse novo nome da literatura nacional.

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Ricardo Celestino é professor e escritor, com mestrado em Linguística.

Os livros brasileiros de ficção científica mais importantes

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Com o propósito de compor uma bibliografia básica da ficção científica brasileira, endereçada a qualquer leitor ou escritor que não conheça nada dessa tradição com mais de um século de existência, provoquei vários colegas de ofício com a seguinte pergunta:

Em sua opinião, quais são os cinco livros brasileiros de ficção científica mais importantes?

As indicações abaixo começam a desenhar o paideuma da FC brasuca. Mas esse resultado é parcial, pois a enquete ainda não terminou. Se você não enviou sua lista, agora é a hora.

Alvaro Domingues
1. Piscina Livre, de André Carneiro (1980)
2. A cidade perdida, de Jeronymo Monteiro (1948)
3. Padrões de contato, de Jorge Luiz Calife (1985)
4. Páginas do futuro, organização de Braulio Tavares (2012)
5. O grito do sol sobre a cabeça, de Brontops Baruq (2012)

Ana Cristina Rodrigues
1. A espinha dorsal da memória, de Braulio Tavares (1989)
2. O doutor Benignus, de Augusto Emílio Zaluar (1875)
3. Eles herdarão a Terra, de Dinah Silveira de Queiroz (1960)
4. Não verás país nenhum, de Ignácio de Loyola Brandão (1981)
5. A lição de anatomia do temível dr. Louison, de Enéias Tavares (2014)

Ana Lúcia Merege
1. Não verás país nenhum, de Ignácio de Loyola Brandão (1981)
2. A espinha dorsal da memória, de Braulio Tavares (1989)
3. Os dias da peste, de Fábio Fernandes (2009)
4. Dieselpunk, organização de Gerson Lodi-Ribeiro (2011)
5. O esplendor, de Alexey Dodsworth (2016)

André Cáceres
1. Histórias do acontecerá, organização de Gumercindo Rocha Dórea (1961)
2. Santa Clara Poltergeist, de Fausto Fawcett (1991)
3. Não verás país nenhum, de Ignácio de Loyola Brandão (1981)
4. Distrito federal, de Luiz Bras (2014)
5. Padrões de contato, de Jorge Luiz Calife (1985)

Ataíde Tartari
1. Páginas do futuro, organização de Braulio Tavares (2012)
2. Todos os portais, organização de Nelson de Oliveira (2012)
3. O fruto maduro da civilização, de Ivan Carlos Regina (1993)
4. A máquina de Hyeronimus, de André Carneiro (1997)
5. Estranhos contatos, organização de Roberto de Sousa Causo (1998)

Braulio Tavares
1. As noites marcianas, de Fausto Cunha (1960)
2. Histórias do acontecerá, organização de Gumercindo Rocha Dórea (1961)
3. Além do tempo e do espaço, organização de Álvaro Malheiros (1965)
4. Padrões de contato, de Jorge Luiz Calife (1985)
5. O vampiro de Nova Holanda, de Gerson Lodi-Ribeiro (1998)

Brontops Baruq
1. Diário da Guerra de São Paulo, de Fernando Bonassi (2007)
2. A espinha dorsal da memória, de Braulio Tavares (1989)
3. Sozinho no deserto extremo, de Luiz Bras (2012)
4. Caçador de apóstolos, de Leonel Caldela (2010)
5. O homem fragmentado, de Tibor Moricz (2014)

Bruno Anselmi Matangrano
1. Páginas do futuro, organização de Braulio Tavares (2012)
3. O doutor Benignus, de Augusto Emilio Zaluar (1875)
2. A lição de anatomia do temível Dr. Louison, de Enéias Tavares (2014)
4. As águas-vivas não sabem de si, de Aline Valek (2016)
5. A República 3000, de Menotti del Picchia (1930)

Caio Bezarias
1. Não verás país nenhum, de Ignácio de Loyola Brandão (1981)
2. Fome, de Tibor Moricz (2008)
3. Fábulas do tempo e da eternidade, de Cristina Lasaitis (2008)
4. Os melhores contos brasileiros de ficção científica, organização de Roberto de Sousa Causo (2007)
5. O alienista, de Machado de Assis (1881)

Carlos Angelo
1. Projeto Evolução, de Henrique Villibor Flory (1990)
2. Linha terminal, de Jorge Luiz Calife (1991)
3. Horizonte de eventos, de Jorge Luiz Calife (1986)
4. Padrões de contato, de Jorge Luiz Calife (1985)
5. Fuga para parte alguma, de Jeronymo Monteiro (1961)

Carlos Orsi
1. Intempol, organização de Octavio Aragão (2000)
2. Histórias de Carla Cristina Pereira, de Gerson Lodi-Ribeiro (2012)
3. A espinha dorsal da memória, de Braulio Tavares (1989)
4. Piscina Livre, de André Carneiro (1980)
5. Não verás país nenhum, de Ignácio de Loyola Brandão (1981)

Cesar Silva
1. O alienista, de Machado de Assis (1881)
2. Não verás país nenhum, de Ignácio de Loyola Brandão (1981)
3. O doutor Benignus, de Augusto Emilio Zaluar (1875)
4. Tangentes da realidade, de Jeronymo Monteiro (1969)
5. Diário da nave perdida, de André Carneiro (1963)

Claudia Dugim
1. Sankofia, de Lu Ain Zaila (2018)
2. Fábulas do tempo e da eternidade, de Cristina Lasaitis (2008)
3. O esplendor, de Alexey Dodsworth (2016)
4. A torre acima do véu, de Roberta Spindler (2014)
5. Solarpunk, organização de Gerson Lodi-Ribeiro (2012)

Cláudia Oliveira
1. A espinha dorsal da memória, de Braulio Tavares (1989)
2. As cidades indizíveis, organização de Fábio Fernandes e Nelson de Oliveira (2011)
3. Não verás país nenhum, de Ignácio de Loyola Brandão (1981)
4. Universo desconstruído, organização de Lady Sybylla e Aline Valek (2013)
5. Eles herdarão a Terra, de Dinah Silveira de Queiroz (1960)

Davenir Viganon
1. Santa Clara Poltergeist, de Fausto Fawcett (1991)
2. A lição de anatomia do temível Dr. Louison, de Enéias Tavares (2014)
3. Os dias da peste, de Fábio Fernandes (2009)
4. O alienista, de Machado de Assis (1881)
5. Padrões de contato, de Jorge Luiz Calife (1985)

Dorva Rezende
1. A espinha dorsal da memória / Mundo fantasmo, de Braulio Tavares (1996)
2. Piscina Livre, de André Carneiro (1980)
3. Comba Malina, de Dinah Silveira de Queiroz (1969)
4. Tempos de fúria, de Carlos Orsi (2005)
5. A Terceira Expedição, de Daniel Fresnot (1987)

Fábio Fernandes
1. Santa Clara Poltergeist, de Fausto Fawcett (1991)
2. Piritas siderais, de Guilherme Kujawski (1994)
3. A espinha dorsal da memória, de Braulio Tavares (1989)
4. Zigurate, de Max Mallmann (2003)
5. A Terceira Expedição, de Daniel Fresnot (1987)

Gerson Lodi-Ribeiro
1. Padrões de contato, de Jorge Luiz Calife (1985)
2. Os dias da peste, de Fábio Fernandes (2009)
3. Guerra justa, de Carlos Orsi (2010)
4. E de extermínio, de Cirilo Lemos (2015)
5. O esplendor, de Alexey Dodsworth (2016)

Gianpaolo Celli
1. Antologia FCdoB 2006-2007, organização de Pedro Rangel (2007)
2. Portal Solaris, organização de Nelson de Oliveira (2008)
3. Retrofuturismo, organização de Romeu Martins e Gianpaolo Celli (2012)
4. A mão que cria, de Octávio Aragão (2006)
5. Fábulas do tempo e da eternidade, de Cristina Lasaitis (2008)

Ivo Heinz
1. Padrões de contato, de Jorge Luiz Calife (1985)
2. Intempol, organização de Octavio Aragão (2000)
3. A espinha dorsal da memória, de Bráulio Tavares (1989)
4. O dia da nuvem, de Fausto Cunha (1980)
5. Diário da guerra de São Paulo, de Fernando Bonassi(2007)

Luiz Bras
1. Santa Clara Poltergeist, de Fausto Fawcett (1991)
2. Mnemomáquina, de Ronaldo Bressane (2014)
3. A espinha dorsal da memória, de Braulio Tavares (1989)
4. Amorquia, de André Carneiro (1991)
5. Os melhores contos brasileiros de ficção científica, organização de Roberto de Sousa Causo (2007)

Marcia Olivieri
1. Padrões de contato, de Jorge Luiz Calife (1985)
2. Eles herdarão a Terra, de Dinah Silveira de Queiroz (1960)
3. Diário da nave perdida, de André Carneiro (1963)
4. A espinha dorsal da memória, de Braulio Tavares (1989)
5. Três meses no século 81, de Jeronymo Monteiro (1947)

Miguel Carqueija
1. Os bruzundangas, de Lima Barreto (1922)
2. Fuga para parte alguma, de Jeronymo Monteiro (1961)
3. 9225, de Sylvia Regina (1989)
4. Três meses no século 81, de Jeronymo Monteiro (1947)
5. Dário da nave perdida, de André Carneiro (1963)

Mustafá Ali Kanso
1. Confissões do inexplicável, de André Carneiro (2007)
2. Amorquia, de André Carneiro (1991)
3. A espinha dorsal da memória, de Braulio Tavares (1989)
4. A máquina de Hyeronimus, de André Carneiro (1991)
5. Piscina Livre, de André Carneiro (1980)

Octavio Aragão
1. A espinha dorsal da memória, de Braulio Tavares (1996)
2. Tempos de fúria, de Carlos Orsi (2005)
3. A máquina de Hyeronimus, de André Carneiro (1997)
4. Piritas siderais, de Guilherme Kujawski (1994)
5. Padrões de contato, de Jorge Luiz Calife (1985)

Ramiro Giroldo
1. Amorquia, de André Carneiro (1991)
2. Não verás país nenhum, de Ignácio de Loyola Brandão (1981)
3. As noites marcianas, de Fausto Cunha (1960)
4. O diálogo dos mundos, de Rubens Teixeira Scavone (1961)
5. A espinha dorsal da memória, de Braulio Tavares (1989)

Ricardo Celestino
1. Favelost, de Fausto Fawcett (2012)
2. Não verás país nenhum, de Ignácio de Loyola Brandão (1981)
3. Piritas siderais, de Guilherme Kujawski (1994)
4. Distrito federal, de Luiz Bras (2014)
5. Caçador cibernético da rua 13, de Fabio Kabral (2017)

Ricardo Santos
1. A espinha dorsal da memória, de Braulio Tavares (1989)
2. Método prático da guerrilha, de Marcelo Ferroni (2010)
3. Encruzilhada, de Lúcio Manfredi (2015)
4. Não verás país nenhum, de Ignácio de Loyolla Brandão (1981)
5. Fábulas do tempo e da eternidade, de Cristina Lasaitis (2008)

Roberto de Sousa Causo
1. A Amazônia misteriosa, de Gastão Cruls (1925)
2. Três meses no século 81, de Jeronymo Monteiro (1947)
3. O 31º peregrino, de Rubens Teixeira Scavone (1993)
4. Padrões de contato, de Jorge Luiz Calife (2008)
5. A lição de anatomia do temível Dr. Louison, de Enéias Tavares (2014)

Rodrigo van Kampen
1. Filhos do fim do mundo, de Fábio Barreto (2013)
2. Metanfetaedro, de Alliah (2012)
3. Universo desconstruído, organização de Lady Sybylla e Aline Valek (2013)
4. A torre acima do véu, de Roberta Spindler (2014)
5. As cidades indizíveis, organização de Fábio Fernandes e Nelson de Oliveira (2011)

Romeu Martins
1. O alienista, de Machado de Assis (1882)
2. O sorriso do lagarto, de João Ubaldo Ribeiro (1989)
3.  Não verás país nenhum, de Ignácio de Loyola Brandão (1981)
4.  A espinha dorsal da memória, de Braulio Tavares (1989)
5. Steampunk: histórias de um passado extraordinário, organização de Gianpaolo Celli (2009)

Ronaldo Bressane
1. Não verás país nenhum, de Ignácio de Loyola Brandão (1981)
2. Santa Clara Poltergeist, de Fausto Fawcett (1991)
3. Piritas siderais, de Guilherme Kujawski (1994)
4. A espinha dorsal da memória, de Braulio Tavares (1989)
5. Sozinho no deserto extremo, de Luiz Bras (2012)

Sid Castro
1. Padrões de contato, de Jorge Luiz Calife (1985)
2. Glória sombria, de Roberto de Sousa Causo (2013)
3. Portal Fahrenheit, organização de Nelson de Oliveira (2010)
4. A República 3000, de Menotti del Picchia (1930)
5. Dieselpunk, organização de Gerson Lodi-Ribeiro (2011)

Silvio Alexandre
1. Três meses no século 81, de Jeronymo Monteiro (1947)
2. Antologia brasileira de ficção científica, organização de Gumercindo Rocha Dorea (1961)
3. Amorquia, de André Carneiro (1991)
4. A espinha dorsal da memória, de Braulio Tavares (1989)
5. Outras histórias, de Gerson Lodi-Ribeiro (1997)

Tiago Castro
1. Fome, de Tibor Moricz (2008)
2. Os reis do Rio, de Rafael Lima (2012)
3. Fábulas do tempo e da eternidade, de Cristina Lasaitis (2008)
4. Espada da galáxia, de Marcelo Cassaro (1995)
5. Padrões de contato, de Jorge Luiz Calife (1985)

Tibor Moricz
1. Amorquia, de André Carneiro (1991)
2. A espinha dorsal da memória, de Braulio Tavares (1989)
4. Padrões de contato, de Jorge Luiz Calife (1985)
3. O par, de Roberto de Sousa Causo (2008)
5. Interface com o vampiro, de Fábio Fernandes (2000)